A. Zhoras elegeu como grande inspirador seu conterrâneo Newton Sampaio: um escritor filho de Tomazina, que viveu uma literatura intensa e, mesmo tendo morrido precocemente, é considerado o precursor do movimento modernista no Paraná, e já foi apontado por Dalton Trevisan como o maior contista do Estado.

 

Em 2012, a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores publicou o livro "Newton Sampaio: médico escritor", como parte das comemorações referentes ao centenário de nascimento daquele que o título anuncia. A. Zhoras, por ser conterrâneo de Newton, foi convidado pelo organizador L. A. Fernandes Soares para compor a capa e fazer a apresentação da obra.

Neste artigo, a pesquisadora curitibana Lllian Guinski, que também é autora do livro "Newton Sampaio: médico escritor", sintetiza a trajetória breve e intensa de Newton Sampaio e a essência de seu espírito crítico.

Nesta crítica literária, o poeta Heitor Ferraz propõe uma reflexão sobre como a obra "Remorso" de Newton Sampaio faz reviver o humor amargo característico das narrativas do autor paranaense.

Considerado um dos pontos altos da produção de Newton Sampaio, este conto foi publicado originalmente em "Irmandade", de 1938, livro premiado pela Academia Brasileira de Letras.

O professor da Universidade Federal do Paraná Luís Bueno faz uma análise do breve, mas intenso percurso intelectual de Newton Sampaio, que escreveu crítica literária, crônica jornalística, entrevistas, diversos contos e uma novela e, em todas essas atividades, vivenciou, não sem crises, os embates e tensões do tempo em que esteve inserido.

O jornalista e escritor Marcio Renato dos Santos conta de que maneira conheceu a obra de Newton Sampaio e como foi o processo de pesquisa e escrita de sua dissertação de mestrado, defendida na Universidade Federal do Paraná (UFPR), a respeito da ficção do contista paranaense.

Autor de uma prosa inovadora e singular, Newton Sampaio também foi um crítico mordaz dos escritores de sua geração, mas teve sua obra interrompida pela morte precoce, aos 24 anos. É o que rememora este artigo de Luiz Rebinski Junior.

João Francisco Xavier Junior analisa aspectos da evolução da literatura paranaense, centrando a atenção especificamente em dois autores significativos, cada um em uma época, bem como as relações entre suas obras dentro do contexto literário paranaense em sentido restrito e no brasileiro, em sentido amplo.

Conto de Newton Sampaio que foi publicado originalmente no ano de 1939, integrando o livro "Contos do sertão paranaense", uma coletânea de histórias curtas reunidas por Manuel de Oliveira Franco Sobrinho, amigo do autor.

[ desenvolvido pela agência do escritor ]