Introdução

Este artigo procura analisar  aspectos da  evolução da literatura paranaense, centrando a atenção  especificamente em dois autores significativos, cada um em uma época, bem  como as relações entre suas obras dentro do contexto literário  paranaense em sentido restrito e no brasileiro, em sentido amplo.  “Diálogos iterários” procura analisar o que se lê de Dalton Trevisan na  obra de Newton Sampaio. O estudo apresenta recorrências temáticas e  formais, mostrando que há uma mundividência que liga os dois autores.  Essa aproximação não ocorre no sentido de causa e consequência, ou de  fonte e influência no sentido de Thiegem, mas sim com o sentido de  utilização do dialogismo, mostrando assim, a maturidade da literatura  paranaense nesses autores, que podem ser vistos como de vanguarda, cada  um à sua época. O diálogo entre ambos é norteado por estudos da  Literatura Comparada, como “Kafka e seus precursores”, inserido em  “Otras Inquisiciones”, de Jorge Luís Borges.

A intertextualidade tem uma ligação intrínseca na produção literária,  por apropriação ou por comunhão, que problematiza a própria noção de  autoria. Pode-se citar, como exemplo, Augusto de Campos, que constrói  uma obra poética apropriando-se de fatias, versões ou frases, retiradas  de obras de outros autores. É o que se dá em Sonoterapia, onde reúne  estilos e técnicas diferentes em um único texto.

Como leitores  estamos sujeitos a trazer em nossa memória leituras anteriores e  conhecimentos adquiridos; com isso, interpretamos e analisamos novas  leituras, comparamos umas com as outras e nisso identificamos elementos  que as ligam ou separam. O mesmo ocorre com seus autores. Algumas dessas  características sobressaem-se às outras, como é o caso em análise, em  que estilos, temas, formas se repetem de um autor para outro como  características comuns e podem ser analisados como influência  “recíproca”, dentro do conceito de Borges, que diz: “o autor atual faz  ressurgir o antecessor”. É nesse sentido que procuramos identificar o  que há de Dalton Trevisan no texto Vontade de Ser Canalha, de Newton  Sampaio (SAMPAIO, 2002). Atendo-nos à forma, encontram-se algumas  semelhanças, como o texto curto, a linguagem precisa, coloquial.

Dalton Trevisan

Dalton Trevisan e Newton Sampaio: diálogos produtivos

Ao pensarmos uma metodologia comparativa entre dois fenômenos literários como Dalton Trevisan e Newton Sampaio, procuramos não apenas recorrer pontualmente ao confronto, mas à integração e, sobretudo, pensar sua evolução literária através do procedimento comparativo entre suas obras. 

Segundo conceitos da Literatura Comparada, em certo sentido todas as histórias e fábulas já foram escritas; o que se faz hoje é reescrevê-las (Júlia Kristeva diz que todo texto é um mosaico de citações). Partindo desse ponto de vista e seguindo o conceito de Jorge Luís Borges, as características que ligam dois ou mais autores – influência de “a” em “b” - em uma situação de oposição - “b” em “a” - onde “a” identifica o autor anterior de “b”, escritor atual. Os escritores antecedentes podem, ao invés de influenciar, terem aspectos de suas obras iluminados por autores posteriores, chamados, por isso, de precursores. Dentro destes conceitos, encontraremos na obra de Sampaio características (dados, expressões, termos) que só percebemos a partir da leitura de Trevisan.

Sanches Neto observa três aspectos importantes em Newton Sampaio, começando pela limpeza do campo literário. A posição de Sampaio é clara em relação ao que acontecia na literatura em sua época, tanto na brasileira como na universal. A ausência de escritores paranaenses nesses movimentos chama sua atenção e ele expressa sua revolta nas críticas que publica em alguns jornais do Paraná, como O Dia, e do Rio de Janeiro, A Nação. Em um artigo publicado originalmente em “O Dia”, em 14 de junho de 1936, Sampaio escreve:

A inteligência brasileira – titubeante, sem personalidade, vivendo sempre de empréstimo, imitando com vários anos de atraso, e (o que é pior) deformando os largos movimentos de fora – ameaçava chegar, de ruína em ruína, ao triste destino definitivo das inteligências falhadas e inúteis. (...) O modernismo brasileiro integrou a inteligência brasileira em plano pessoal. Que pode manter, com os outros planos, simples relações de “continuidade”. Não mais, porém, penosas relações de “continuidade”. O modernismo foi um movimento de definição brasileira. Daí, o seu caráter grande e fecundo. (SAMPAIO, 1979, p.192-193)

Quanto ao que sua obra representa, sabe-se que ele não se fixou na crítica, em face do imobilismo literário de então. Mas construiu uma obra representativa que trazia elementos da revolução modernista: seus textos traziam impressas as marcas estéticas do modernismo, utilizando a forma e estilos característicos dessa nova tendência, que se alimentava da dicção popular, procurando dessa maneira, externalizar os elementos constitutivos dessa tendência, retratando a realidade brasílica.

Como antecessor de Dalton Trevisan, numa comparação entre suas literaturas, identificamos que os textos de ambos põem em cena personagens definidas por coordenadas de instinto que se movimentam num tempo e num espaço, cujas referências nos permitem identificar a Curitiba de todas as horas, do seu cotidiano, desde antes de iniciar o horário de expediente até muito além. Nesse ambiente, o sujeito está parado, conjecturando sobre o que vê e sente, dentro do espaço que o rodeia, o mesmo espaço onde Newton Sampaio inaugurou o conto urbano no Paraná. O mesmo Newton a quem Dalton se refere, no suplemento literário por ele coordenado, “Joaquim”, de 1947, em que afirma:

O maior contista do Paraná foi um moço chamado Newton Sampaio. Morreu aos 24 anos, num sanatório de tuberculosos, em 1938, e contra ninguém, neste Paraná, se fez tão grande guerra de silêncio. É que ele teve, em vida, a coragem de rir dos tabus da província e isso eles não perdoam quando o infiel cai... morto. (SAMPAIO, 2002, p. 12)

O recorte, em destaque, de um artigo no qual Trevisan torna pública a sua admiração por Sampaio, explicita a relação literária entre eles, além de registrar uma admiração pela obra deste. Essa relação pode ter se iniciado pelo caráter pioneiro que ambos exibem em suas obras. Sampaio “era visto como a primeira voz modernista ou, pelo menos, moderna, no ambiente literariamente anacrônico do Paraná” (MARTINS, 2002). O autor de Remorso foi, portanto, iniciador de um movimento de vanguarda no qual mais que defender, exigiu da intelectualidade paranaense uma atitude que elevasse o estado e sua gente a um nível mais adiantado em respeito à cultura brasileira e às próprias tradições do Paraná, marcando presença no cenário cultural brasileiro como um expoente de qualidade e avanço no campo da literatura, renegando as cópias que os escritores paranaenses faziam de autores estrangeiros.

Se o pioneirismo de Sampaio revelava-se na construção de uma literatura paranaense moderna, o de Trevisan é o de transformar os anseios do primeiro em uma obra cuja qualidade estética é reconhecida.

Se segundo Borges, o “autor atual promove a ressurreição do antecessor”, tentaremos identificar o que há de Trevisan no texto “Vontade de Ser Canalha” de Sampaio comparando-o ao “Vampiro de Curitiba”.

Newton Sampaio

Aproximações entre Vontade ser canalha e O Vampiro de Curitiba

Trevisan nos apresenta em “O Vampiro de Curitiba” um protagonista criado na urbe e que se movimenta dentro de sua classe de origem. Suas ações se desenvolvem com personagens do mesmo nível social - funcionárias, viúvas, casadas, mal-amadas. Em “Vontade de Ser Canalha” Newton nos apresenta, no início, duas personagens: a principal, que mantém com outra um diálogo no qual “se desnuda”, revelando suas características e sua ideologia (filosofia) de vida, características essas que se confundem com as de Nelsinho, personagem de Dalton.

O vampiro de Curitiba é um rapaz de aproximadamente 20 anos, postado na Rua das Flores observando a passagem das “lindas e desejosas” mocinhas da cidade, a lhe sugerirem desejos, paixões, fantasias eróticas, que povoam sua alma, alma de quem possui um caráter canalha, tal como Frederico, personagem do conto “Vontade de Ser Canalha”:

- Pois ouça o que lhe digo. A bondade é monótona. É, mesmo, a virtude mais monótona que Deus inventou. Aliás, eu nunca enxerguei o mínimo interesse nesse fato de o indivíduo cuidar de ser bom. E, quando me falam de um cidadão qualquer: “É um sujeito muito bom!”, eu guardo a impressão de que me falaram assim: “Ele é um sujeito muito bobo!” Pois ser bom é meio caminho andado para ser palerma. E o palerma é precisamente alguém cuja sensibilidade cada vez vai respondendo menos... (SAMPAIO, 2002, p. 151)

A descrição acima marca o Vampiro ideologicamente.  Nas primeiras décadas do século XX, ainda que o universo brasileiro fervilhe pelas idéias modernas que insuflam o continente europeu, e que essas idéias tenham ultrapassado o Atlântico e atingido o Brasil numa febre nacionalista que vai das Letras às Artes e à sociedade, o Paraná, em relação à cultura, se mantém distante das grandes transformações, ou quando se aproxima, na maioria das vezes é para condenar tais idéias e movimentos. 

Numa lista de autores representativos do seu lugar, que vai de Manaus a Porto Alegre passando por toda a extensão do território brasileiro, o Paraná se ressente de uma participação mais ativa, na visão de Sampaio. Num artigo chamado “Afirmações escandalosas”, o autor escreve que “a nova geração não tinha glórias a respeitar no Estado”:

Creio no movimento grandioso que ultimamente se vem alastrando de Norte a Sul do País e creio na abençoada febre de produção literária que, em todo o Brasil, anda contagiando velhos e moços... Creio nessa fase decidida pela qual está passando a cultura brasileira, em obediência ao sopro de renovação que agita sem parar o pensamento universal.

Creio em tudo isso e deploro que o meu Paraná se deixe ficar de certo modo avesso a esse colossal movimento de ideias, desde que apenas um grupo de moços corajosos atendem ao toque mágico que ressoa em todos os continentes, e a grande máxima dos paranaenses continua reclinada no sibaritismo, no sossego, no silêncio.

A inércia do setor intelectual do Estado incomodou tanto a Newton Sampaio, que ele expressou seu inconformismo nas críticas que teceu nos jornais paranaenses e cariocas no quais trabalhou em sua curtíssima carreira.

 

Os escritores e suas épocas: realidade e ficção em linhas paralelas

A época em que Sampaio viveu é, em si, um retrato da insatisfação interior e intelectual do autor. Uma época cortada pelas revoluções, não apenas de ordem intelectual mas também, política. O início do século XX assiste à Primeira Guerra Mundial. No leste europeu a tentativa de regime socialista acaba por se perder na ditadura do Estado, com Stálin, que determina um novo modelo político administrativo. A tudo isso segue-se uma depressão econômica mundial.           

A revolução nas artes que se inicia na Europa, desde o Realismo, o Século XIX, até as vanguardas no Século XX, cria tons, cores diferentes, canta de modo novo temas antigos e cria outros novos. Esse é o retrato do mundo à época na qual viveu, escreveu e morreu Newton Sampaio, um momento altamente transformador da história.

Na época de Dalton, ouvem-se ainda os ecos da Segunda Guerra Mundial, o declínio dos blocos socialistas e a sensação de que o mesmo acontece com o “sistema capitalista”, e em vista do consumismo excessivo e de novas crises econômicas. Mas diferente de Newton, Dalton Trevisan foi elevado à condição de cânone da literatura brasileira, isso acontecendo num momento em que as Letras do Paraná assumem um lugar de destaque na literatura nacional.

Sintonizado com a sociedade contemporânea, Dalton faz uso de uma prosa experimental, reciclando linguagens para uma redefinição de sentidos. Os atos se repetem, o fim é sempre o mesmo, o ato sexual se converte na paródia da massificação cultural; ele frisa mesmices, o universo em sua essência, banalidade e cotidiano. A luta do indivíduo para a realização de seus desejos: casar, possuir, realizar-se nas coisas simples, como uma alegoria do homem na sociedade alienada pelo consumismo, marcada apenas pela ação de determinados “tipos” interagindo dentro da classe que lhes é pertinente.

A estrutura de sua obra, na relação do homem versus sociedade, estabelece dimensões existenciais que se justificam à medida em que o indivíduo enfrenta uma série de experiências que são responsáveis pela constituição de sua personalidade.

Preso aos limites do instinto, Nelsinho (o vampiro) é imortal. Em suas relações amorosas muitas vezes serve-se das mulheres numa ânsia carnal anulando a face construtiva do amor, tal como Fernando em “Remorso Ficção Dispersa”, de Newton Sampaio. As expressões utilizadas no contexto dessa situação emanam arrogância, descaso e preconceito, relegando o “namoro” a um grau inferior e superficial, situação essa que se reflete em “A Polaquinha”, no modo como ela vê, sente e constrói o mundo a sua volta. Em ambos os autores, personagens diferentes, ambos porém cafajestes, descentrados. Além de um discurso vazio, nada têm para oferecer, nada para dar, nada para trocar, só a sua satisfação pessoal; o outro é um mero detalhe, a felicidade, uma busca sem fim. Discurso direto e indireto livre facultam o desaparecimento do narrador, fragmentando a estrutura da narrativa.

Já o preconceito, emerge em Sampaio com Sônia, personagem de “Remorso – Ficção Dispersa”, no diálogo entre Nivaldo e Fernando, cujas características como a beleza, a sensualidade e o erotismo, sugerem um embrião da “Polaquinha” (TREVISAN, 1985). O termo “polaca”, fenômeno de linguagem, gíria no contexto popular da época, era sinônimo de prostituta e designava não apenas as mulheres de origem polonesa, mas também as judias em geral:

- Muito bem, muito bem. Fernando dispensa a amizade das moças nossas conhecidas – gente muito distinta – e deixa-se enfeitiçar, no entanto, aí por uma qualquer. E logo por quem! Pela Sônia! Pela polaca Sônia!

Percebeu, como caminho mais aconselhável, não lhe dar ouvidos.

Qualquer defesa, no momento, seria inútil, totalmente inútil.

Limitou-se, pois, a um sorriso acanalhado e a uma frase rara em seus lábios:

- Qual o meu papel, então? Pelo menos com essa posso conseguir “algo” que me interessa.

Nivaldo arregalou os olhos.

- O quê. Tão depressa assim? (SAMPAIO, 2002, p. 37)

A ficção e a realidade em linhas paralelas, os olhares não se cruzam. Como em Dalton: homem travestido, transvertido. Alheamento, característica da época pós-moderna, apresentando um cotidiano desumanizado. A prostituição, não somente como uma degradação moral das pessoas, mas também como espaço erótico, contestando o institucional. O sexo deixa de ser elemento desestabilizador para se tornar um bem de consumo, uma mercadoria.

Em ambos os autores, histórias curtas com linguagem abrupta descrevendo uma pobreza de mundo. Vazio das vidas. A sociedade representada, classe média baixa, patriarcal, a mulher diferente do homem, o que um pode o outro não; a mulher existe para gerar filhos.

Newton, no seu escrever, faz uso de uma linguagem simples, usada no dia-a-dia. Promove uma mistura do discurso direto e a intromissão do narrador: “Uma velhota arrastando pela mão um garoto de seis anos, cruzou a calçada, com azedume: – Anda pestinho. Depois vai ficar doente, aí atoa...” (SAMPAIO, 2002, p. 43).

Suas personagens são amargas, pessimistas, melancólicas, demonstrando dores e problemas que não são só deles, em o questionamento e o estado conflitivo são constantes. Monólogos e pensamentos evasivos retratando espaços psicológicos: “A semente que dona Cecília, há quinze anos, lhe pusera no coração, com todo carinho, tendia a germinar...” (SAMPAIO, 2002, p. 43). O autor utiliza figuras de linguagem, provérbios ou ditos populares e ironia: “E, um dia, jogou verde para colher maduro”. “Quem foi feito para monge...” (SAMPAIO, 2002, p. 45). Seu tempo é cronológico, seu espaço é físico (Curitiba, especialmente). Apesar de suas narrativas obedecerem ao estilo modernista, o autor conserva traços naturalistas, como em “Que carne magnífica a sua!” (SAMPAIO, 2002, p. 48).

Em ambos os autores, a perda de experiência na época moderna ou pós-moderna, a ficção como a realização do homem/personagem solitário-alienado. Seus contos não retratam histórias exemplares, nem dão conselhos, marcando a ausência de elementos necessários à arte de narrar, segundo Benjamim (1987), impossível em um mundo marcado pela fragmentação da identidade, que se projeta na fragmentação do texto.

 

Conclusão

Dentro do conceito de Borges, é a obra de Trevisan que faz realçar a obra de Sampaio, dando-lhe sentido e valorizando-o ao convertê-lo em um seu precursor. Eliminando, desse modo, a dívida, que se existe, é de Sampaio para com Trevisan que o redescobre, deslocando o ângulo de visão, Borges reverte a cronologia, quebrando o sistema hierárquico que nela se apoia, abalando a noção de dívida, permitindo que a interação entre os textos seja entendida sob um novo parâmetro. A máxima de que “O fato é que cada escritor cria seus precursores” (BORGES, 1952, p. 4), resume seu pensamento.

Portanto, é o texto de Trevisan que, subvertendo a ordem impulsionada pela tradição, se converte em ponto de referência para os textos de Sampaio, sem levar em conta a localização na qual se encontra dentro do sistema literário. Nessa perspectiva, entendemos como a literatura de Trevisan favoreceu a redescoberta de Sampaio. O processo dialético que se estabelece entre os textos, como um jogo de espelhos, faz com que uns resgatem os outros. 

Ainda que Newton não tenha lido Dalton, há um desenvolvimento entre esses autores que mostra a maturidade de uma literatura paranaense, centrada no espaço-símbolo de Curitiba, entretanto alegorizando a situação de descentramento do sujeito na pós-modernidade. Suas personagens trazem uma marca sombria e, com o gosto amargo da resignação perante a vida, vivem apenas. 

Ambos os autores viveram o pioneirismo nas obras que construíram. Sampaio, ao iniciar um movimento dentro da intelectualidade paranaense, por ele considerada como insípida, copiadora e repetitiva; e Dalton, por renovar uma literatura que se repetia, atada ao impacto de uma linguagem carregada de modismos e voltada para o exótico, sem apresentar nada de novo dentro do contexto literário brasileiro. Ambos irrequietos, criativos. O primeiro “não teve tempo” de se consolidar em sua época, o outro alçou-se ao cânone literário brasileiro.

João Francisco Xavier Junior

especialista pela Universidade Estadual do Centro Oeste - Unicentro
email: literaturaeeducacao@uol.com.br
fonte [http://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/view/943/966]

[ desenvolvido pela agência do escritor ]